Eugenia e outras desgraças

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Eugenia e outras desgraças

G. K. Chesterton

R$33,90

Sinopse

A ideologia nazista, o lobby abortista mundial e a “Cultura de Morte” denunciada por João Paulo II possuem todos uma raiz comum. Um movimento filosófico combatido por Chesterton há quase cem anos.
A eugenia.
No início do século XX, logo após a I Guerra Mundial, essa ideia foi a grande moda entre as elites. Tradicionais famílias milionárias bancavam suas pesquisas. O jornal “The Nem York Times” a celebrou como o surgimento de uma “nova ciência”. Charles Elliot, reitor de Harvard, promovia a eugenia como solução para os problemas sociais. Cientistas elogiavam o “melhoramento da espécie humana” publicamente sem nenhum pudor. Nos anos 20, quase três-quartos dos livros de ciência do ensino médio americano ensinavam os princípios eugênicos. Além disso, juízes europeus e americanos aplicavam princípios eugênicos legalmente, possibilitando absurdos como esterilização forçada de populações pobres ou consideradas “fora dos padrões” (como diversas minorias étnicas).
No mundo anglófilo, a eugenia era uma unanimidade entre artistas, políticos e intelectuais. Chesterton foi uma voz absolutamente solitária ao ir na contramão e denunciar essa ideia, comprando uma briga contra toda a intelectualidade do seu tempo. Não se intimidou, e realizou uma crítica violenta e feroz, apontando a eugenia como a grande desgraça da era moderna.
Como aponta Dale Ahlquist, da American Chesterton Society, é provavelmente seu livro mais profético. Escrito logo após a I Guerra Mundial, quando ninguém poderia imaginar que um novo conflito viria, o livro combate as ideias que serviram de base para assassina ideologia nazista. Chesterton morreria em 1936, dois anos após Hitler se tornar o führer alemão, e três anos antes do início da guerra.
Como o próprio nome sugere, não é apenas a eugenia que apanha nesse livro. Também o socialismo recebe alguns dos golpes mais violentos de Chesterton, que também não poupa o capitalismo industrial. Chesterton vai na raiz da mentalidade materialista e ateísta que justifica a eugenia, mostrando como isso poderia ser usado para justificar toda sorte de atrocidades.
Em nossos dias, onde vemos uma luta violenta pelo aborto, com países que “solucionaram” o problema da Síndrome de Down (matando as crianças antes do nascimento), o livro ganha uma nova atualidade.

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